segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Transtorno bipolar lesa o cérebro

A doença causada pela alternância entre depressão e mania atinge 2,2% da população (4,2 milhões de brasileiros) segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria. Além de ser a doença que mais mata por suicídio: cerca de 15% dos doentes se matam (dados Folhapress).
Crises bipolares não são mudanças de humor no dia, de manhã está bem e a tarde irritado, nem se irritar facilmente, como muitos pensam. A doença tem duração de semanas, alteração do sono, perda do senso crítico e comportamentos compulsivos.
Segundo o grupo do psiquiatra Flávio Kapczinski da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, estudos recentes que ainda não estão publicados, observam que o cérebro com transtorno bipolar não controlado sofre com o excesso de neurotransmissores pois as crises são acompanhadas com descargas de substâncias como dopamina e glutamato. Na tentativa de controlar, o organismo envia para região células protetoras e estas produzem inflamação, causando perda de conexão entre neurônios.
Após cinco episódios de crise perde-se 10% do hipocampo, área responsável pela memória. O paciente apresenta problemas de memória, planejamento e concentração, funções ligadas a parte frontal do cérebro.

Portanto, se não tratado, o transtorno mental que mais causa suicídio, faz uma enxurrada no cérebro.

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